Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Nada sei.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não me perguntes,
porque nada sei
Da vida,
Nem do amor,
Nem de Deus,
Nem da morte.
Vivo,
Amo,
Acredito sem crer,
E morro, antecipadamente
Ressuscitando.
O resto são palavras
Que decorei
De tanto as ouvir.
E a palavra
É o orgulho do silêncio envergonhado.
Num tempo de ponteiros,
agendado,
Sem nada perguntar,
Vê, sem tempo,
o que vês acontecer.
E na minha mudez
Aprende a adivinhar
O que de mim
não possas entender.

Miguel Torga

 

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publicado por id às 09:45

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